quinta-feira, 22 de março de 2012

Vida Agradável a Deus

1 Pedro 4.1-11
“Ora, pois” refere-nos de volta ao capítulo 3.18, onde lemos “também Cristo morreu uma só vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus; sendo, na verdade, morto na carne, mas vivificado no Espírito”.
Em Seu corpo humano Ele não somente suportou dor mas foi realmente submetido a uma morte muito cruel, não por causa de Seus pecados, porque não teve nenhum, mas pelos nossos pecados. Quando morreu na cruz Ele trouxe ao fim a Sua propiciação pelos nossos pecados. Três vezes nesta carta (2.24; 3.18; 4.1) lemos que foi em Sua carne e em Seu corpo que Cristo pagou a penalidade pelo pecado do homem: Não morreu no pecado, nem sob o pecado, mas para o pecado em nosso lugar, em obediência ao Pai.
Agora lemos “armai-vos também vós deste mesmo pensamento” (não atitude, mas o pensamento que conduz a uma atitude), como Paulo ensinava “tende em vós aquele sentimento que houve também em Cristo Jesus” (Filipenses 2.5). Porque sofreu na carne por nós, cessamos (ou fomos libertados) de nossos pecados. Não se sugere que o crente seja incapaz de pecar, mas que não é mais dominado pelo pecado, e já não tem mais vontade de pecar.
Armando-nos com o mesmo pensamento de Cristo Jesus, já não seremos mais incitados pelas ambições do mundo à medida que vivemos o resto de nosso tempo neste mundo, mas viveremos para a vontade de Deus, em obediência a Ele (Romanos 12.1, 2). É essencial estudarmos a Sua Palavra a fim de saber a Sua vontade, de modo que, permitindo que o Espírito de Deus nos encha, possamos viver para a retidão (capítulo 2.24).
Bastante tempo foi gasto antes da nossa conversão em uma maneira ímpia ou pagã de vida - uma lista é dada das ocupações escolhidas pelos que não eram judeus naqueles dias, que estão ainda muito em moda no mundo de hoje. É uma maneira de vida vazia (capítulo 1.18).
Ou vamos satisfazer a Deus ou aos homens. Cheios do Espírito Santo, podemos agora viver para Deus: não com nossa própria força, mas com a Sua força. Não devemos viver uma vida monástica ou tornar-nos isolacionistas, mesmo porque o nosso Senhor não era assim. Estamos no mundo, mas não somos do mundo. O mundo não vai apreciar-nos muito quando continuarmos com eles sem mais estar interessados em suas ocupações.
Nossos companheiros anteriores vão se surpreender e não compreenderão a mudança em nossos gostos; é natural suspeitar de algo ou de alguém que é “diferente”. Poderão até se ressentir muito e nos considerar “desmancha-prazeres” e não sociáveis. É mais provável que o seu antagonismo seja porque lhes causamos uma sensação incômoda de serem expostos como malfeitores, mesmo que se considerem apenas como gente “normal”. O Senhor Jesus disse que, "Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós, me odiou a mim” (João 15.18).
Mas cada um é responsável a Deus. O mundo inteiro, os vivos e os mortos, vão ser julgados um dia pelo Senhor Jesus. Esta gente que rejeita a conduta e testemunho do crente hoje não terá nenhuma desculpa quando esse dia vier, estejam eles vivos ou mortos.
Por causa deste julgamento vindouro, o Evangelho é pregado a toda a humanidade. Inicialmente, todos estão mortos em transgressões e pecados e permanecerão assim e serão julgados como homens na carne a menos que aceitem Cristo como seu Senhor e Salvador: neste caso receberão a vida eterna e são habilitados para viver de acordo com o Deus no Espírito. O Senhor Jesus disse: “Em verdade, em verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna e não entra em juízo, mas já passou da morte para a vida.” (John 5.24).
Sempre que o Evangelho é pregado, se alguém o aceita, ele viverá de forma agradável a  Deus, e viverá durante toda a eternidade: nunca morrerá outra vez. Aqueles que rejeitam o evangelho estão mortos em seus pecados e estão mortos perante Deus através de toda a eternidade; isto é, não têm nenhuma relação com Ele. Deploravelmente, o evangelho não é pregado com frequência hoje em dia e os mortos permanecem mortos mesmo indo à igreja, sem percebê-lo.
A interpretação do versículo 6 tem sido controvertida. Em harmonia com outras Escrituras, deve-se referir àqueles cristãos que já estavam fisicamente mortos quando foi escrito: aceitaram o Evangelho que lhes foi pregado, portanto o seu espírito viveu mesmo que fossem julgados segundo os homens na carne, provavelmente indicando que sofreram a morte por causa da sua fé.
Desde o dia em que o Senhor Jesus voltou ao céu, o fim de todas as coisas foi esperado como se fosse iminente (por exemplo. Tito 2.13, Tiago 5.8). Deus vai dar uma parada neste mundo para o julgamento final após uma série de eventos, começando com o arrebatamento da igreja, seguido pelo “dia da ira” ou “da tribulação”, durando sete anos, e o reino milenar de Cristo. Depois do julgamento final o céu e a terra atuais serão substituídos.
No começo o Senhor retirará os Seus do mundo, e eles irão ao Seu próprio tribunal, para julgamento com respeito aos galardões que serão concedidos tendo em vista o que fizeram durante a sua vida depois de sua conversão. Este é um outro incentivo para viver agora de forma agradável a Deus: não sabemos quanto tempo mais teremos antes de ir para esse julgamento.
Para estarmos prontos, já que esse tempo está chegando ao fim (Romanos 13.11), somos exortados a fazer como segue:
  • Ter uma mente sadia, séria, ou melhor, ainda, inteligente. Um crente inteligente é um que conhece a Bíblia o melhor que pode. Também é inteligente neste mundo mau. É ser prudente como uma serpente e simples como uma pomba (Mateus 10.16).
  • É vigiar em oração. Em outras palavras a oração deve ter nela essa antecipação, essa expectativa da vinda de Cristo. Ele é o Cristo vivo. Devemos falar-lhe agora porque vamos falar com Ele no futuro. E no julgamento Ele vai falar conosco.
  • Sobretudo ter amor fervente para com os nossos companheiros crentes (1 Coríntios 13). O Senhor disse que O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei.” (João 15.12). O amor cobre todos os pecados (Provérbios 10.12) significando que cobre todas as faltas cometidas uns contra os outros, verdadeiras ou imaginárias (não os pecados contra Deus).
  • Ser hospitaleiros uns com os outros, sem resmungar.   Deve ser feito com calor real, alegre, não como uma obrigação sacrifical que tem que ser cumprida.
  • Ser úteis uns aos outros exercitando todo dom espiritual que tiver recebido, e há muitos deles. Há um corpo (a igreja) e muitos membros e muitos dons que são dados para o benefício geral (não apenas do membro que o tem). Algumas pessoas, bem cientes das suas habilidades, acreditam que têm o direito de usar seus dons como quiserem. Outros sentem que não têm nenhum dom especial. Os versículos 10 e 11 são dirigidos a ambos os grupos. Todos têm alguns dons; vamos usá-los.
Todas nossas habilidades devem ser usadas para servir aos outros; nenhum é para nosso deleite pessoal (Romanos 12.6-8; 1 Coríntios 12.8-11; Efésios 4.11). Dois dons importantes são mencionados aqui:
  • ministério da Palavra ou pregação (Atos 6.4): isto deve ser feito como se fossem as declarações de Deus. Se um homem não está falando a Palavra de Deus, não deve ocupar o púlpito, nem podemos dizer que estamos ensinando a Bíblia quando na realidade não estamos ensinando. Devemos ser fiéis ao que ela realmente diz, e deve-se dar a reverência necessária à Palavra, tanto o que ministra quanto quem a está recebendo, em reconhecimento da sua origem santa.
  • Servindo os outros (diáconos - Atos 6.2-3): devemos servir com a força e a habilidade que Deus nos deu.
Como é Deus louvado quando usamos nossas habilidades? Quando as usamos como Ele nos instruir, para ajudar os outros, verão Jesus Cristo em nós e vão louvá-lo pela ajuda que receberam: “Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras, e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus.” (Mateus 5.16).
A glória e o domínio pertencem para sempre a Jesus Cristo (o antecedente imediato aqui), mas igualmente a Deus através de Cristo (Romanos 16.27; Judas 1.25).
R David Jones

quarta-feira, 21 de março de 2012

Casal de Mórmons se liberta e revela segredos da seita!



Eram duas horas da manhã, quando Dennis Higley, pertencente à sexta geração de Mórmons, estava se aproximando de uma descoberta que iria destruir suas ilusões de uma vida inteira.
Sua esposa, Rauni, havia-lhe dito que já não podia mais continuar como membro da Igreja Mórmon (Santos dos Últimos Dias = SUD) por causa das contradições e outros problemas que ela havia descoberto nos ensinos desta Igreja. Eles haviam praticamente deixado de se falar por causas das tensões. Foi quando Dennis finalmente concordou em adquirir todos os livros importantes sobre a doutrina e a história da Igreja, sentar-se com a esposa, e ler, dentro de todo o contexto, cada um dos ensinos problemáticos.
Finalmente, depois de muito exame, Dennis levantou-se, fechou abruptamente todos os livros e falou: “para mim, basta!”.
- Foi naquela noite que a bolha do Mormonismo em que eu estivera encerrado explodiu… Aquela noite foi o início dos meus estudos profundos da história e doutrina dos mormons – itens dos quais a minha Igreja jamais havia me falado.
Aquele momento chave chegou em 1982. Desde então, apesar da perseguição devastadora que lhes custou o negócio, depois que eles deixaram a Igreja, o casal Higley tem sido usado por Deus apara ajudar a levar centenas de mormons à fé no Jesus Cristo da Bíblia. Eles trabalham como voluntários na Mission Service Corps (Exército Missionário de Serviço), junto com a Mission Board americana, que se dedica à evangelização entre fés. Trabalham sob os auspícios da HIS (He is Savior = Ele é o Salvador), nos subúrbios de Salt Lake City, onde eles estão compartilhando o Cristo do Cristianismo histórico com os que foram apanhados no labirinto do Mormonismo, auxiliando, também, os companheiros cristãos.
Rauni Higley converteu-se ao Mormonismo em sua terra natal, a Finlândia, em 1963. Ela era uma Luterana nominal e ficou impressionada com a amizade e o calor demonstrados pelos missionários e membros da Igreja Mórmon.
- Eu era completamente ignorante da Bíblia, não sabendo realmente quem é Deus e quem é Jesus. Então foi muito fácil para os Mórmons me convencerem de que estavam me trazendo a verdadeira mensagem bíblica.
Ela aceitou sua nova fé com um entusiasmo que não passou despercebido aos líderes mórmons. Em menos de uno ela foi chamada a servir numa “missão de 18 meses”, em tempo integral, na SUD. Foi nesse tempo que ela conheceu Dennis, natural de Idaho, o qual também estava servindo na Finlândia.
As primeira indagações sobre a nova fé de Rauni apareceram durante a sua primeira visita ao templo da SUD, numa cidadezinha perto de Berna, Suíça. Foi lá que lhe apresentaram as ordenanças secretas exigidas no Mormonismo, desde a entrada até o mais alto nível celestial.
- Foi um choque. Na preparação para a experiência no templo dos Mormons era dito como seria bela e maravilhosa essa experiência, e como a gente vai atingindo um maior conhecimento de Deus…Bem, quando adentrei o templo, nada disso experimentei.
Pediram-lhe para despir toda a roupa, enquanto um “escudo” foi colocado sobre o seu corpo. Em seguida ela foi cerimonialmente “lavada e ungida” por um obreiro do templo. Foi-lhe dado um novo nome e uma roupa íntima que ela deveria usar 24 horas por dia, pelo resto da vida. Porém, mais alarmante ainda eram os apertos de mão secretos, acompanhados de imprecações secretas em forma de sinais, os quais incluíam um leve roçar do polegar sobre a garganta. Os sinais significavam como a vida pode ser tirada se os apertos de mão forem revelados a alguém fora do templo.
- Eu não conseguia imaginar como um Deus amoroso poderia manter um aperto de mão tão secreto, que se eu fosse contar a alguém seria morta da maneira mostrada no templo.
Mais tarde ela aprenderia que aquelas e outras cerimônias do templo eram idênticas às da Maçonaria e das religiões ocultistas.
Rauni também não entendia como as cerimônias realizadas naquele mesmo dia “por e em favor de” sua mãe e sua avó já falecidas poderiam ser idênticas àquelas feitas pelos vivos. Elas (as mortas), com efeito, estavam jurando que suas vidas seriam tiradas se revelassem os apertos de mão. Ambas também foram “lavadas e ungidas” através da substituição, para gozarem de boa saúde, terem filhos e povoar a terra. E Rauni, como sua substituta, tinha de hipotecar todas as suas possessões à Igreja SUD.
- Eu estava pensando: isto realmente não se aplica aos mortos, mas somente aos vivos. Mesmo assim mais de 90% do serviço diário no templo é feito pelos mortos.
Aos Mórmons não é permitido discutir as cerimônias fora do templo e não há como fazê-lo, enquanto as cerimônias são realizadas. Desse modo, Rauni não podia falar do assunto com os demais. Ela achava que com o passar do tempo iria encontrar as respostas às suas cruciantes indagações, mas essas respostas jamais chegaram. Depois de sua missão, Rauni se mudou para Salt Lake City, onde começou a trabalhar como tradutora para a SUD, posição que ela ocuparia durante 14 anos. Enquanto isso, Dennis regressou de sua missão na Finlândia e eventualmente ambos se casaram no templo da SUD.
Uma das tarefas de Rauni era traduzir as cerimônias do templo para o Finlandês, coisa que ela imaginava que fosse ajudá-la a compreender melhor as cerimônias.
Para uma tradução correta é importante que se conheça a significação exata de cada frase.
Mas, enquanto ela trabalhava no projeto, outro tradutor lhe contou que o próprio presidente da Igreja, quando indagado sobre as cerimônias da Igreja, havia admitido que nem tudo estava claro para ele.
- Porque você precisa entender em sua língua muito melhor do que o fazemos no Inglês?
Outras dúvidas que surgiram mereceram respostas idênticas dos líderes da Igreja SUD. Eles sempre respondiam:
- Traduza como está!
Mas Rauni achava que “aí é que estava o problema, pois as palavras tinham de fazer sentido. Se não faziam, o que estavam ensinando?”
Foram tempos de muita frustração. Mais tarde outras dúvidas foram surgindo, quanto às referências históricas, a fim de assegurar exatidão na tradução.
- Isso me abriu os olhos para o fato de que o Mormonismo evoluíra e fora bem diferente no passado, e isso me fez começar a ler mais e mais material do que a média disponível aos membros. E além de outras coisas descobri:
” Contradições alarmantes com referência aos acontecimentos primordiais na vida de Joseph Smith, antes dele fundar a Igreja SUD, em 1830.
” Fatos históricos e arqueológicos, os quais questionavam a veracidade do Livro de Mórmon.
” Profecias não cumpridas, as quais, conforme Deuteronômio 18:20-22, significavam que Joseph Smith não passava de um falso profeta.
” Contradições entre os ensinos atuais da SUD, os antigos escritos da Igreja e as próprias escrituras mórmons.
Com o passar dos anos em que Rauni continuou satisfazendo as expectativas dos membros da SUD, ela e Dennis cresceram juntos em posições de liderança dentro da Igreja. Dennis eventualmente fora nomeado para um lugar no Alto Concelho da Estaca, em que junto com a Presidência das Estacas, tinha autoridade sobre cerca de 6 a 8 igrejas “custódias” (Wards).
Enquanto isso, Rauni continuava a descobrir mais coisas. Em 1982 ela finalmente disse ao marido que não podia mais participar da SUD. A princípio Dennis ficou furioso, lançando-lhe apenas um olhar de repreensão. E lhe respondeu: “Ainda não sabemos o suficiente a esse respeito. Dê outra desculpa”. Ele simplesmente deixou as coisas em banho-maria, enquanto Rauni insistia em lhe apresentar as contradições e diferenças, a ponto de deixarem de falar um com o outro.
Ao bispo da igreja local Dennis pediu que falasse com ela, mas ele também ignorava quase tudo.
- Você sabe como é. Seu marido tem estado no Concelho durante anos, e quando se faz o trabalho da Igreja e nele se está ativo, não se tem tempo de estudar o passado.
Rauni disse que esse era exatamente o caso. Ela falou: “Posso ver que a razão da membresia estar sempre ocupada é para que não tenha tempo de descobrir coisas. Se temos qualquer momento livre logo nos mandam para o templo, a fim de trabalhar pelos mortos”.
Foi então que Dennis encontrou tempo para reunir o material e conferir as informações por si mesmo. Quando se convenceu de que a SUD estava em grave erro, sua primeira reação foi de ódio.
- Eu não queria ter mais nada com a religião organizada. Achei que havia sido vítima de uma brincadeira de mau gosto, e que em algum lugar alguém deveria estar rindo às minhas custas, durante os 40 anos em que fora um mórmon fiel e ativo.
Mas ele estava determinado a encontrar a verdade. Eventualmente, através do seu próprio estudo e de uma série de fitas de estudos bíblicos, ele e Rauni aceitaram o Jesus Cristo da Bíblia e do Cristianismo histórico.
E maio de 1983, após Dennis ter pesquisado durante um ano, ele e a esposa enviaram uma carta à Igreja SUD, solicitando remoção dos seus nomes da membresia. Porém, quando seus nomes foram lidos num encontro dos sacerdotes, como tendo sido excomungados, sem razão alguma começaram a circular rumores sobre possíveis pecados graves por eles cometidos.
Os Higleys acharam que a melhor aproximação seria escrever uma carta aos parentes e amigos da SUD, explicando a razão de haverem saído. Na carta afirmavam que se estivessem errados em tudo o que haviam descoberto, de bom grado aceitariam a correção. Não houve resposta.
A carta e sua saída causaram tais transtornos à liderança local da Igreja, que o negócio de varejo dos Higleys foi boicotado. Finalmente eles se viram forçados a se mudar para um subúrbio de Salt Lake City, porém não antes que o seu testemunho desencadeasse um avivamento.
Filiaram-se à Primeira Igreja Batista de Vernal, Utah, uma pequena congregação de apenas 70 membros, que acabara de admitir um novo pastor, com uma nova visão de como alcançar a comunidade. A combinação guiada pelo movimento soberano de Deus resultou nos membros da igreja se mobilizando e conseguindo levar 450 membros mórmons ao Cristo da Bíblia, em apenas 5 anos.
Por causa de sua dramática história, os Higleys eram solicitados a falar a grupos cristãos e também adaptaram um curso sobre Mormonismo, o qual haviam antes ensinado em Vernal, num seminário para fins de semana. A carta original que eles haviam remetido aos amigos e parentes da SUD foi transformada num folheto dirigido aos Mórmons e logo se tornou disponível num “site” da Internet (www exmormon.org.whylft.htm).
Os HIgleys responderam cerca de 2.000 cartas diárias via E-Mail, no último ano, e sempre passavam horas no telefone conversando com altercadores ou ex-mórmons. Para pagar essas contas Dennis foi trabalhar numa firma de reformas de construção e Rauni se tornou corretora de imóveis em Salt Lake City.
Sair do Mormonismo é muito difícil, disse Dennis, porque há muitos estágios que precisam ser sobrepujados. Com indivíduos como ele próprio, que jamais havia conhecido coisa alguma além do Mormonismo, é particularmente difícil. O hectavô de Dennis havia se filiado à Igreja por ocasião de sua fundação, em 1830.
- Quando você é doutrinado desde criança a crer que esta é a única igreja verdadeira, crendo ser esta a vontade de Deus para a sua vida, é quase impossível questionar qualquer coisa. Mesmo porque jamais pode entrar em sua cabeça que ela possa estar errada.
Depois de se convencer de que o Mormonismo é falso, as pessoas ainda têm de provar que a Bíblia é verdadeira. Aos mormons é ensinado que a Bíblia não é um livro confiável. Eles trabalham para distratar a Palavra de Deus. Então, o passo mais difícil é fazer acreditar que a Bíblia é realmente confiável, que ela é a Palavra de Deus e que existe um relacionamento compensador com Cristo que eles podem experimentar. Mas esse é um processo muito longo.
Nos seminários cristãos os Higleys têm dado uma visão geral sobre as crenças mormons, esclarecendo as significações diferentes que os mormons assumem em relação aos termos do Cristianismo. Eles oferecem um pano de fundo básico sobre aquilo em que os Mórmons crêem:
“Que eles têm um Deus diferente, um Jesus diferente, um Espírito Santo diferente e um plano de salvação diferente. Estes são os tópicos fundamentais que os Cristãos devem conhecer”:
Rauni afirma que as pessoas testemunham aos mormons, porém não esclarecem as diferenças. “Se você chega a um Mórmon e lhe fala de Jesus Cristo, ele na certa vai dizer: eu creio em Jesus Cristo, também sou cristão”.
Porém o Jesus dos mormons é um dos bilhões de filhos espirituais de Deus, não o Deus Todo Poderoso que se encarnou. Ele não é um Jesus que sempre existiu como Deus, porém é um ser criado, que evoluiu até chegar à divindade.
Quando se fala com os mormons a melhor maneira de aproximação é pedir-lhes simplesmente para explicar o conceito de Deus e de Jesus. Então as diferenças podem ser mostradas na Bíblia e o Mórmon poderá decidir se vai crer na SUD ou na Bíblia.
No que diz respeito à sua própria caminhada cristã, Dennis afirma que os Cristãos sempre lamentam sobre o preço que ele e Rauni têm pago pela sua fé, mas que eles desejam simplesmente celebrar junto com os irmãos. E acrescenta: “Sei que pagamos um alto preço aos olhos do mundo, mas obtivemos o prêmio através de Jesus Cristo”!
Artigo de James Dotson, do jornal
“The Evangel”, edição de março/abril, 1998
Tradução de Mary Schult



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Páscoa – Qual o verdadeiro significado?





Qual é a origem e significado da Páscoa? Como surgiu a ideia do coelho e ovos de chocolate? E por que na sexta-feira dizem que não se deve comer carne, mas sim peixe?

A páscoa pode cair em qualquer domingo entre 22 de março e 25 de abril. Tem sido modernamente celebrada com ovos e coelhos de chocolate com muita alegria. O moderno ovo de páscoa apareceu por volta de 1828, quando a indústria de chocolate começou a desenvolver-se. Ovos gigantescos, super decorados, era a moda das décadas de 1920 e 1930. Porém, o maior ovo e o mais pesado que a história registra, ficou pronto no dia 9 de abril de 1992. É da Cidade de Vitória na Austrália. Tinha 7 metros e dez centímetros de altura e pesava 4 toneladas e 760 quilos. Mas o que é que tem a ver ovos e coelhos com a morte e ressurreição de Cristo?
A origem dos ovos e coelhos é antiga e cheia de lendas. Segundo alguns autores, os anglo-saxões teriam sido os primeiros a usar o coelho como símbolo da Páscoa. Outras fontes, porém, o relacionam ao culto da fertilidade celebrado pelos babilônicos e depois transportado para o Egito. A partir do século VIII, foi introduzido nas festividades da páscoa um deus teuto-saxão, isto é, originário dos germanos e ingleses. Era um deus para representar a fertilidade e a luz. À figura do coelho juntou-se o ovo que é símbolo da própria vida. Embora aparentemente morto, o ovo contém uma vida que surge repentinamente; e este é o sentido para a Páscoa, após a morte, vem à ressurreição e a vida. A Igreja no século XVIII adotou oficialmente o ovo como símbolo da ressurreição de Cristo. Assim foi santificado um uso originalmente pagão, e pilhas de ovos coloridos começaram a ser benzidos antes de sua distribuição aos fiéis.
Em 1215 na Alsácia, França, surgiu à lenda de que um dos coelhinhos da floresta foi o animal escolhido para levar um ninho cheio de ovos ao principezinho que esta doente. E ainda hoje se tem o hábito de presentear os amigos com ovos, na Páscoa. Não mais ovos de galinha, mas de chocolate. A ideia principal ressurreição, renovação da vida foi perdida de vista, mas os chocolates não, eles continuam sendo supostamente trazidos por um coelhinho…
O Peixe foi símbolo adotado pelos primeiros cristãos. Em grego, a palavra peixe era um símbolo da confissão da fé, e significava: “Jesus Cristo, filho de Deus e Salvador.” O costume de comer peixe na sexta-feira santa, está associado ao fato de Jesus ter repartido este alimento entre o povo faminto. Assim se iniciou a tradição de não se comer carne com sangue derramado por Cristo em nosso favor.

Mas vejamos agora, qual é a verdadeira origem da Páscoa?

Não tem nada a ver com ovos nem coelhos. Sua origem remonta os tempos do Velho Testamento, por ocasião do êxodo do povo de Israel da terra do Egito. A Bíblia relata o acontecimento no capítulo 12 do livro do Êxodo. Faraó, o rei do Egito, não queria deixar o povo de Israel sair, então muitas pragas vieram sobre ele e seu povo. A décima praga, porém, foi fatal: a matança dos primogênitos – o filho mais velho seria morto.
Segundo as instruções Divinas, cada família hebreia, no dia 14 de Nisã, deveria sacrificar um cordeiro e espargir o seu sangue nos umbrais das portas de sua casa. Este era o sinal, para que o mensageiro de Deus, não atingisse esta casa com a décima praga. A carne do cordeiro deveria ser comida juntamente com pão não fermentado e ervas amargas, preparando o povo para a saída do Egito.
Segundo a narrativa Bíblica, à meia-noite todos os primogênitos egípcios, inclusive o primogênito do Faraó foram mortos. Então Faraó, permitiu que o povo de Israel fosse embora, com medo de que todos os egípcios fossem mortos.
 Em comemoração a este livramento extraordinário, cada família hebreia deveria observar anualmente a festa da Páscoa, palavra hebraica que significa “passagem” ou “passar por cima”. Esta festa deveria lembrar não só a libertação da escravidão egípcia, mas também a libertação da escravidão do pecado, pois o sangue do cordeiro apontava para o sacrifício de Cristo, o Cordeiro que tira o pecado do mundo.
 A chamada páscoa cristã foi estabelecida no Concílio de Nicéia, no ano de 325 de nossa era. Ao adotar a Páscoa como uma de suas festas, a Igreja Católica, inspirou-se primeiramente em motivos judaicos: a passagem pelo mar Vermelho, à viagem pelo deserto rumo a terra prometida, retirando a peregrinação ao Céu, o maná que exemplifica a Eucaristia, e muitos outros ritos, que aos poucos foram desaparecendo.
A maior parte das igrejas evangélicas, porém, comemora a morte e a ressurreição de Cristo através da Cerimônia da Santa Ceia. Na antiga Páscoa judaica, as famílias removiam de suas casas, todo o fermento e todo o pecado, antes da festa dos pães asmos. Da mesma forma, devem os cristãos confessar os seus pecados e deles arrepender-se, tirando o orgulho, a vaidade, inveja, rivalidades, ressentimentos, com a cerimônia do lava-pés, assim como Jesus fez com os discípulos. Jesus instituiu uma cerimônia memorial, a ceia, em substituição à comemoração festiva da páscoa. I Coríntios 11:24 a 26 relata o seguinte:
Jesus tomou o pão, “e tendo dado graças o partiu e disse: Isto é o meu corpo que á dado por vós; fazei isto em memória de mim. Por semelhante modo, depois de haver ceado, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é a nova aliança no Meu sangue, fazei isto todas as vezes que o beberdes, em memória de mim. Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do senhor, até que ele venha.”.
Vários símbolos nesta ceia merecem nossa atenção. O ato de partir o pão indicava os sofrimentos pelos quais Cristo havia de passar em nosso favor. Alguns pensam que a expressão “isso é o meu corpo” significa que o pão e o vinho se transformavam realmente no corpo e no sangue de Cristo. Lembremo-nos, portanto, que muitas vezes Cristo se referiu a si próprio dizendo “Eu Sou a porta” (João 10:7), “Eu sou o caminho” (João 14:6) e outros exemplos mais que a Bíblia apresenta. Isto esclarece que o pão e o vinho não fermentado, são símbolos e representam o sacrifício de Cristo. Ao cristão participar da cerimônia da ceia, ele está proclamando ao mundo sua fé no sacrifício expiatório de Cristo e em sua segunda vinda. Jesus declarou:
“Não beberei deste fruto da videira, até aquele dia em que o hei de beber convosco no reino do meu Pai.” (Mateus 26:29)

Portanto, a cerimônia da Santa-Ceia, que Jesus instituiu, que veio a substituir a cerimônia da Páscoa, traz muitos significados:
1 - O Lava-Pés significa a humilhação de Cristo. Mostra a necessidade de purificar a nossa vida. Não é a purificação dos pés, mas de todo o ser, todo o nosso coração. Reconciliação com deus, com o nosso próximo e conosco mesmo – união – não somos mais do que ninguém. O maior é aquele que serve…
2 - A Ceia significa a libertação do Pecado através do sacrifício de Cristo. Significa também estar em comunhão com ele. E, sobretudo, é um antegozo dos salvos, pois Jesus disse:
“Não beberei deste fruto da videira, até aquele dia em que o hei de beber convosco no reino do meu Pai.” (Mateus 26:29)

Conclusão:

Advertindo a cada cristão, que tome cuidado com os costumes pagãos que tentam sempre driblar os princípios bíblicos. Não é de hoje, que se nota como os princípios bíblicos são alterados por costumes e filosofias humanas. Adoração a ídolos, a mudança do sábado para o domingo, o coelho e o chocolate, são apenas alguns exemplos das astúcias do inimigo.
A Bíblia, e a Bíblia somente, deve ser única regra de nossa fé, para nos orientar, esclarecer e mostrar qual o caminho certo que nos leva a Deus e que nos apresenta os fundamentos de nossa esperança maior que é viver com Cristo e os remidos, num novo céu e numa nova terra. Devemos tomar cuidado com as crendices, tradições, fábulas, e mudanças humanas disfarçadas. Minha sugestão é examinar com oração, cuidado e com tempo as Sagradas Escrituras, para saber o que hoje é crendice ou tradição, estando atento, para saber o que realmente Deus espera de cada um de nós.
Jesus foi claro “Fazei isto em memória de mim.” Ele exemplificou tudo o que deve ser feito. E se queremos ser salvos, precisamos seguir o que Jesus ensina e não outras tradições ou ensinamentos. Mateus 15:9 adverte:
“Em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens.”
Leiam a Bíblia e a pratiquem!

Fome da Palavra







Eis que vêm dias, diz o Senhor Jeová, em que enviarei fome sobre a terra, não fome de pão, nem sede de água, mas de ouvir as palavras do Senhor. (Amós 8.11)
Temos um grande número de pessoas que buscam as igrejas somente para ouvir palavras de consolo, incentivo, ou de bênçãos. Elas decoram alguns versículos e se pautam neles para exigir as suas bênçãos! Isto com respaldo, uma vez que pregadores estão distribuindo, ou vendendo bênçãos, prosperidade e tranquilidade.
Estas pessoas não querem saber de ouvir a verdade, não querem saber de obediência; querem salvação e bênçãos somente por ir a igrejas. Chegará o dia que irão querer ouvir a palavra verdadeira e não acharão, não encontrarão a verdade, somente as mentiras e engano como já existem muitos por ai.
“E irão errantes de um mar até outro mar e do Norte até o Oriente; correrão por toda parte, buscando a Palavra do Senhor, e não acharão.” (Amós 8.12). 
As pessoas viajarão de um país a outro tentando encontrar pregadores da verdade de Deus e não acharão! Vão querer encontrar o que hoje desprezam; porque hoje buscam diversãolouvorzãoemoçãoalegria, e acham que o Reino de Deus é somente isto, ninguém quer abandonar os pecados e as praticas erradas.
            “Naquele dia, as virgens formosas e os jovens desmaiarão de sede.” (Amós 8.13).
 Hoje os jovens, que buscam servir a Deus da forma deles, que não aceitam certas ordenanças do Senhor e buscam pregadores que distorcem a palavra de Deus, irão, juntamente com os pregadores, que amenizam o Evangelho com a desculpa de os trazerem para igrejas, ver que nunca conheceram o Senhor nosso Deus.
As pessoas farão tudo para ouvir a verdade, vão querer o que hoje rejeitam; e então vão perceber que perderam o seu tempo buscando o engano, e  as facilidades, que só serviram para os conduzirem ao caminho da morte eterna.
“Os que juram pelo delito de Samaria, dizendo: Como é certo viver o teu deus, ó Dã; e: Como é certo viver o caminho de Berseba; esses mesmos cairão e não se levantarão mais.” (Amós 8.14). 
Todos os que não respeitam as Escrituras, que adoram imagens, que buscam respostas em santos e santas, espíritos, magias, padroeiros, anjo da guarda e outras tantas invencionices de homens, que não leem a palavra de Deus para buscar conhecer a sua vontade, e assim colocá-la em pratica, sofrerão.
            “Vi o Senhor, que estava em pé sobre o altar, e me disse: Fere o capitel, e estremeçam os umbrais, e faze tudo em pedaços sobre a cabeça de todos eles; e eu matarei a espada até o ultimo deles; o que fugir dentre eles não escapará, nem o que escapar dentre eles se salvará.” (Amós 9.1). 
Não existem  salvação para todos os que desprezam a palavra do Senhor, ou que tentam amenizá-la, ou adequá-la aos seus caprichos. Também para os  que simplesmente são religiosos, que não praticam a verdade, que buscam campanhas e mais campanhas, envelopes para todas as questões, mas permanecem nos erros. Não podemos esquecer que sem santificação ninguém verá a Deus. 
“Ainda que cavem até o inferno, a minha mão os tirará dali; e, se subirem ao céu, dali os farei descer.”(Amós 9.2
Não terão escapatória os que buscam no engano  de pregadores que  só pregam  bênçãos, paz, tranquilidade.
“E curam superficialmente a ferida da filha do meu povo, dizendo: Paz, paz; quando não há paz.” (Jeremias 6.14).
“Os profetas de Israel, que profetizam acerca de Jerusalém, e veem para ela visão de paz, não havendo paz, diz o Senhor DEUS.” (Ezequiel 13.16). 
Convertam-se enquanto é tempo, evite o sofrimento e morte eterna. Leiam e pratiquem a Bíblia. Que Deus os abençoe.

domingo, 18 de março de 2012

Mariolatria – É bíblica a veneração à Maria? Ela é mesmo a Rainha do Céu e a Mãe de Deus?





LEITURA BÍBLICA
“E, no sexto mês, foi o anjo Gabriel enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, A uma virgem desposada com um homem, cujo nome era José, da casa de Davi; e o nome da virgem era Maria. E, entrando o anjo aonde ela estava, disse: Salve, agraciada; o Senhor é contigo; bendita és tu entre as mulheres.
E, vendo-o ela, turbou-se muito com aquelas palavras, e considerava que saudação seria esta.
Disse-lhe, então, o anjo: Maria, não temas, porque achaste graça diante de Deus.
E eis que em teu ventre conceberás e darás à luz um filho, e por-lhe-ás o nome de Jesus.
E disse Maria ao anjo: Como se fará isto, visto que não conheço homem algum?
E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus.
Porque para Deus nada é impossível.
Disse então Maria: Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo ausentou-se dela.”Lucas 1:26-31,34-35, 37-38
ORIGEM
As primeiras ornamentações e pinturas nos templos cristãos sur­giram a partir do século III, a fim de representar o cenário e os fatos do texto bíblico. Já no século V, as imagens foram inseridas no contex­to das gravuras existentes e come­çaram a ser usadas como meio de instrução aos analfabetos, uma vez que muitos frequentadores dos cul­tos não tinham acesso a educação formal.
Entretanto, no Concílio de Nicéia (787 d.C.) foi oficializado a veneração às imagens e relíquias sagradas. Quase cem anos depois, em 880, a igreja estabeleceu a canonização dos santos. Desde en­tão, a Igreja Católica Romana ensi­na que para cada ocasião e dia da semana há um “santo protetor”. Em 1125, surgiram os primeiros ven­tos doutrinários concernentes a imaculada conceição de Maria – dogma definido em 1854(Vide Quadro 1). Em 1311, estabeleceu-se a oração da Ave-Maria e, somente em 1950, a assunção de Maria é transformada em artigo de fé.
INTRODUÇÃO
O culto a Maria é o divisor de águas entre católicos romanos e evangélicos. O clero romano con­fere a Maria a honra e a glória que pertencem exclusivamente ao Se­nhor Jesus. Essa substituição é con­denada nas Escrituras Sagradas e, como resultado, conduz o povo à idolatria. Reconhecemos o honro­so papel de Maria na Bíblia, como mãe de nosso Salvador, mas a Pa­lavra de Deus deixa claro que ela não é co-autora da salvação e mui­to menos divina. É, portanto, peca­do orar em seu nome, colocá-la como mediadora, dirigir a ela cânticos de louvor.
I.  O QUE É MARIOLATRIA? 

1. Idolatria.
O termo vem de duas palavras gregas: eidõlon, “ído­lo, imagem de uma divindade, di­vindade pagã” e latreia, “serviço sagrado, culto”. A idolatria é a for­nia pagã de adoração. Adorar e ser­vir a outros deuses são práticas condenadas pela Bíblia, no Decálo­go (Êx 20.3-5), e, também nas pá­ginas do Novo Testamento: “por­tanto, meus amados, fugi da idola­tria” (l Co 10.14).

 2. Adoração.
Os dois principais verbos gregos para “adorar”, no Novo Testamento, são proskynêo, que sig­nifica “adorar” no sentido de pros­trar-se; e latreuõ, que significa “ser­vir” a Deus. À luz da Bíblia, podemos definir adoração como serviço sagra­do, culto ou reverência a Deus por suas obras. Os principais elementos de um culto são: oração (Gn 12.8), louvor (SI 66.4), leitura bíblica (Lc 4.16,17), pregação ou testemunho (At 20.9) e oferta (Dt 26.10).

 3. O culto a Maria.
O termo “mariolatria” vem de Maria, forma grega do nome hebraico Miriã, e de latreia. A mariolatria é o culto ou a adoração a Maria estabelecidos pelo Catolicismo Romano ao longo dos séculos(Vide Quadro 1).

A Bíblia ensina que é so­mente a Deus que devemos adorar (Mt 4.10; Ap 19.10; 22.8,9). Maria foi salva porque creu em Jesus e não meramente por ser a mãe do Messi­as (Lc 11.27,28). Somente a Deus devemos cultuar. “Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás cul­to” (Mt 4. l O – Almeida Atualizada). Os romanistas ajoelham-se diante da imagem de Maria e dirigem a ela orações e cânticos.

 II. AS GLÓRIAS DE MARIA

 1. Maria no Catolicismo Romano.
O clero romano vai além do que está escrito em relação à Virgem Maria. No livro As Glórias de Maria, de Alfonso Liguori, cano­nizado pelo papa, Jesus ficou pequenino diante de Maria. Segun­do Liguori: Nossa salvação será mais rápida, se chamarmos por Maria, do que se chamarmos por Jesus … A Santa Igreja ordena um culto peculiar à Maria. Essas são algumas declarações de suas cren­ças mariolátricas. O que se vê, hoje, é a manifestação ostensiva e orgu­lhosa da mariolatria nos adesivos usados nos automóveis. Para os romanistas, Maria é mais importan­te do que o próprio Jesus(apesar de muitos não o perceberem ou admitirem).
 2. A posição oficial do Vaticano.
O clero romano nega terminantemente que os católicos adoram a Maria, o que é oficialmen­te confirmado pelo Vaticano. Todavia, é muito comum o tradicional trocadilho católico: adoração e ve­neração. Mas, as declarações de Liguori e as práticas dos católicos não ajudam a corroborar a afirmação dos romanistas. Uma análise honesta do correto conceito da pa­lavra adoração, conferindo com o marianismo dos católicos romanos, prova de maneira irrefutável que se trata de adoração.

III. MARIA NA LITURGIA DO CATOLICISMO

 1. As contradições de Roma.
O Catolicismo Romano ja­mais admitirá que prega a divinda­de de Maria, da mesma forma que nega a adoração a ela. Entretanto, os fatos falam por si só e provam o contrário. Ela é também chamada de Rainha do Céu, o mesmo nome de uma divindade pagã da Assíria (Jr 7.18; 44.17-25); é parte de sua liturgia a reza Salve-rainha.
2. Orações a Maria.
A Bíblia expressa ser somente Deus onipotente, onipresente e onisciente (Jr 10.6; 23.23,24; l Rs 8.39). Se Maria pode ouvir os católicos, que hoje são mais de um bilhão em toda a Terra, como pode responder às orações de todos eles ao mesmo tempo? Ou ela é deusa, ou os católicos estão numa fila interminável, aguardando a vez de suas orações serem atendidas.
3. Distorção litúrgica.
A oração litúrgica dedicada a Maria e desenvolvida pela Igreja Católica Romana evoca: “Ave-maria cheia de graça, o Senhor é contigo, bendita és tu entre as mulheres e bendito o fruto de seu ventre. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, os pe­cadores, agora e na hora de nossa morte. Amém”. Essas palavras são tiradas de Lucas 1.28, 42, mas a parte final não é bíblica, foi acres­centada em 1508. Essa oração é uma abominação aos olhos de Deus, pois não é dirigida a quem de direito (l Tm 2.5).
4. Mãe de Deus?
A palavra gre­ga usada para “mãe de Deus” originalmente significa “portadora de Deus”. A expressão “mãe de Deus” foi usada em razão das controvér­sias cristológicas da época para dar ênfase à divindade de Jesus. A Bíblia diz que Deus é eterno (Sl 90.2, Is 40.28), e, como tal, não tem co­meço. Como pode Deus ter mãe?
Há contra-senso teológico nessa decla­ração. A mãe é antes do filho, isso pressupõe a divindade de Maria, que seria antes de Deus, mas Ele existe por si mesmo (Êx 3.14). O Concílio de Calcedônia, em 351, declarou o termo “como mãe do Jesus humano”. A Bíblia es­clarece que Maria é mãe do Jesus ho­mem e nunca mãe de Deus (At 1.14).

IV. OUTRAS TENTATIVAS DE DIVINIZAR MARIA

1. “Cheia de graça” ou “agraciada” (v.28)?
A forma gre­ga da expressão “cheia de graça” procede de um verbo grego que sig­nifica “outorgar ou mostrar graça”. Sua tradução correta é “agraciada, favorecida”, e não “cheia de graça”, como aparece nas versões católicas da Bíblia. A tradução “cheia de gra­ça” não resiste à exegese séria da Bí­blia sendo contrária ao contexto bí­blico e teológico. Mais uma vez, re­vela-se a tentativa de divinizar Ma­ria. Há diferença abissal entre Jesus e Maria. Dele afirma a Bíblia: “e vi­mos a sua glória, como a glória do Unigénito do Pai, cheio de graça e de verdade” (Jo 1.14), pois Jesus é Deus (Jo 1.1).
 2. O Dogma da Imaculada Conceição.
Essa é outra tentativa de endeusar Maria, propondo que ela, por um milagre especial de Deus, nasceu isenta do pecado original. Essa declaração foi proferida pelo papa Pio IX, em 8 de dezembro de 1854, portanto, é antibíblica. A teo­logia cristã afirma que “todos peca­ram” (Rm 3.23; 5.12). A Bíblia mos­tra o reconhecimento da própria Maria em relação a isso (Lc 1.46,47). O milagre especial de Deus aconte­ceu na concepção virginal de Jesus, que foi gerado por obra e graça do Espírito Santo (Lc 1.34,35). Jesus nasceu e viveu sem pecado, embora tentado, nunca pecou (Hb 4.15).
 3. O Dogma da Perpétua Virgindade de Maria.
O clero romano defende a doutrina da per­pétua virgindade de Maria, pois conclui que ela não gerou mais fi­lhos além de Jesus. Sua preocupa­ção é com a deificação de Maria, visto que não há desonra alguma em uma mulher casada ser mãe de filhos, antes, o contrário, à luz da Bíblia, isso lhe é honroso (Gn 24.60; Sl 113.9).
 4. A família de Jesus.
A Bí­blia declara com todas as letras que José não a conheceu até o nasci­mento de Jesus (Mt 1.25). Os ir­mãos e irmãs de Jesus são mencio­nados nos evangelhos, alguns são chamados por seus nomes: Tiago, José, Símão e Judas (Mt 13.55; Mc 6.3). Veja, ainda, Mateus 12.47 e João 7.3-5. Afirmar que “irmãos”, aqui, significa “primos” é uma exegese ruim e contraria todo o pensamento bíblico.

SUPLEMENTO

 ”Mariolatria.”
O teólogo católico romano Ludwig Ott, defendendo a doutri­na espúria da veneração a Maria, mãe de Jesus, em sua obra Funda­mentals of Catholic Dogma (Funda­mentos do Dogma Católico), afir­ma: ‘À Maria, a mãe de Deus, con­fere-se o direito de receber o culto de hiperdulia‘. Em outras palavras, segundo o catolicismo romano, ‘Maria deve ser venerada e honra­da em um nível muito mais alto do que o de outras criaturas, sejam anjos ou santos. Contudo, essa ve­neração a Maria é substancialmen­te menor do que a cultus latriae (adoração) que é devida somente a Deus, no entanto, maior do que a cultus diliae (veneração) devida a anjos e aos outros santos’.
Essa doutrina católica romana é uma das mais frágeis em argumen­tação, uma vez que cria uma con­fusão terminológica em torno dos termos adoração e veneração, além de defender pontos sem respaldo bíblico. Veneração significa ‘render culto‘, ‘adoração‘, sendo condena­da pela Bíblia, seja em relação a anjos ou a santos (Ap 22.9), exceto a Deus. Além disso, em nenhum momento a Bíblia fala que Maria é superior a qualquer outra criatura e que deva receber orações ou mes­mo veneração.
Outra amostra do subterfúgio sem nexo do catolicismo romano está no fato de que a adoração a Maria (que por si só já é absurda) não está acima da adoração a Deus. Todavia, em suas orações, como na Novena de orações em honra a Nos­sa Mãe do Perpétuo Auxílio, decla­ra-se, sem censura, que Maria é su­perior a Jesus: ‘Porque se me protegeres, querida Mãe, nada temerei daquilo que me possa sobrevir: nem mesmo dos meus pecados pois obterás para mim o perdão dos mesmos (a Bíblia diz que só há perdão através de Jesus - At 4.12; l Tm 2.5; l Jo 1.7); nem mesmo da parte dos demónios, porque és mais poderosa do que o inferno junto ( Bíblia diz que somente Jesus despojou os principados e potestade: e só podemos expulsar demônio: por Jesus – Cl 2.15; Mc 16.17); nem mesmo de Jesus, o meu juiz, pois através de uma oração tua Ele será apaziguado (Maria seria a advoga­da e Jesus, o juiz, mas a Bíblia diz que hoje Jesus é o nosso advogado – l Jo 2.1).”
(MARIOLATRIA. Revis­ta Resposta Fiel, Rio de Janeiro, Ano 4, n° 12, p. 6, jun.-ago.2004.)
CONCLUSÃO

As tentativas inglórias de fun­damentar o marianismo na Bíblia fracassaram. As expressões: “O Se­nhor é contigo”; “bendita és tu en­tre as mulheres” (v. 28) e “bendito o fruto do teu ventre” (v. 42), não são a mesma coisa que: “bendita és tu acima das mulheres“. Devemos esclarecer esses pontos aos católi­cos, com respeito e amor, mas dis­cordando de suas crenças, com base na Palavra de Deus. Muitos são sinceros e pensam estar fazendo a vontade de Deus, mas infelizmnte não conhecem a Bíblia e, portanto, respeitam mais a Tradição da Igreja. Está escrito:
“O meu povo foi destruído porque lhe faltou conhecimento…” Os 4:6
Ao católico que porventura tenha conseguido ler todo esse estudo bíblico (pois não o é fácil, já que a Palavra é como espada de dois gumes. Ela corta, onde há erro a ser consertado), peço que examine a Bíblia, pois Jesus mesmo ordenou:
“Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam;”  Jo 5:39