segunda-feira, 24 de setembro de 2012

A Importância da Oração na Vida do Crente






LEITURA BÍBLICA
Filipenses 4:4-9
Regozijai-vos sempre no Senhor; outra vez digo, regozijai-vos.
Seja a vossa eqüidade notória a todos os homens. Perto está o Senhor.
Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças.
E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus.
Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.
O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso fazei; e o Deus de paz será convosco.
INTRODUÇÃO
A oração é um meio que Deus utiliza para desenvolver a comu­nhão do crente com Ele. Falar com Deus é uma preciosa e indivisível dádiva do cristão. Desperdiçar a oportunidade de falar com Deus e ouvi-lo, quando estamos em ora­ção, é um atestado de enfermidade espiritual, cujo trata­mento requer urgência (Is 55.6; Jr 29.13).




I. RECONHECEN­DO O VALOR DA ORAÇÃO
1. A oração es­treita a comunhão com Deus.
Por meio da oração, o crente estabelece e desenvolve um rela­cionamento mais profundo com Deus. O Senhor é onisciente! To­davia, o cristão deve ser explícito e detalhado em suas orações:
“[...] as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus, pela oração e súplicas, com ação de gra­ças” (Fp 4.6b)
Através da oração, o crente coloca aos pés do Senhor suas fragilidades, dores, tristezas e ansiedades. Saiba que Deus deseja ouvi-lo, a fim de agir em seu favor (Sl 72.12).
2. A oração com ação de graças.
A ação de graças é uma forma de celebrarmos a bondade divina, que expressa gratidão (Sl 69.30). Esta oração, segundo o exemplo de Jesus, agrada ao céu (Mt 11.25). Uma vida de constante oração associada ao conhecimento e à observância das San­tas Escrituras, conduz o crente a um viver de gozo, gratidão e cons­tantes descobertas das grandezas e riquezas de Deus (1 Ts 5.17,18; Rm 11.33-36).
3. Jesus desta­ca o valor da oração.
O valor da oração está em sua prática constante como elemento vital e imprescindível à nossa vida espiritual. Lembremo-nos de que a oração “no Espírito” é parte da armadura de Deus para o cristão na sua luta contra o Diabo (Ef 6.11,12, 18).
O crente deve estar consciente da proximidade de um Deus, que é pessoal e al­meja se comunicar com os seus filhos. Às vésperas de sua morte no Calvário, Jesus confortou e revigorou seus discípulos com a promessa de que suas orações se­riam respondidas se direcionadas ao Pai em seu nome (Jo 14.14).
O Senhor Jesus, em seu ministério terreno, tinha a necessidade de orar porque reconhecia a importância da vida de oração. Os seus discípulos, ao verem tal exemplo, sentiram a mesma necessidade:
“Senhor, ensina-nos a orar” (Lc 11.1).
Após a morte e ascensão de Cristo, os discípulos passariam a contar com a ajuda do Espírito Santo (Jo 14.16,17) e poderiam desfrutar da doce e permanente paz de Jesus (Co 14.27). Essas são as bênçãos que se alcançam do Pai celestial quando se chega a Ele em oração e com plena certeza de fé no Filho de Deus.
II. A AÇÃO DO ESPÍRITO SANTO NA ORAÇÃO DO CRENTE
1. O Espírito Santo é intercessor.
O filho de Deus nunca está sozinho quando ora. Há alguém nomeado pelo Senhor para ajudá-lo: O Espírito Santo (Jo 14.16). A maior segurança que o crente possui é saber que a sua oração é orietitada na dependência do Santo Espírito. O Divino Consolador nos ajuda a orar!
2. O Espírito Santo nos socorre na oração
Ele Junta -se a nòs em nossas intercessões, a fim de moldar a oração que não pode ser compreendida pelo entendimento humano. Da mesma maneira que Jesus Cristo intercede por nós no céu (Rm 8.34), 0 Eípírito Santo, que conhece todas as nossas necessidades,intercede ao Senhor pelos salvos(Rm 8:27)
3. O Espírito Santo habita n0 crente.
Ser habitação do Espífïto significa que Deus está presente na vida do cristão, mantendo uma relação pessoal com ele. Nós somos o templo do seu Espfrito Santo (1 Co 6.19). Nesse sentido, o Consolador torna a oração adequada à vontade de Deus. Ele conhece todas as nossas necessidades, anseios, pensamentos, falhas, sentimentos, desafios, frustrações e intenções. O Espírito Santo geme pelo crente com gemidos inexprimíveis diante de Deus (Rm 8.26,27).
III. COMO DEVE O CRENTE CHECAR-SE A DEUS EM ORAÇÃO
1. Reverentemente.
É ne­cessário o crente dirigir-se a Deus de modo respeitoso, agraciado, confiante e obediente. Só Deus é digno de toda a honra, glória e louvor. Ele é Único, Eterno, Supre­mo, Majestoso, Todo-Poderoso, Santo, Justo e Amoroso. A reve­rência voluntária a Deus e o seu santo temor em nós sufocam o orgulho, que é tão comum no homem e muitas vezes encontra-se disfarçado externamente nele, mas latente em seu interior.
2. Honestamente.
Quando o crente, convicto pelo Espírito Santo e segundo a Palavra de Deus, arrependido confessa seus pecados, erros, faltas e fraquezas, os impedimentos são removidos para Deus agir em seu favor.
Ele torna-se alvo das misericórdias divinas (Pv 28.13). O crente deve fazer constantes avaliações em sua obediência à vontade de Deus. Dessa atitude, dependem as respostas de suas orações (1Jo3.19-22;Jo 15.7; Sl 139.24).
3. Confiantemente.
Todo crente necessita aproximar-se com fé do altar da oração e crer que Deus é galardoador dos que O buscam (Hb 11.6). Orar com fé consiste em apresentar suas ne­cessidades ao Pai celestial e des­cansar em suas promessas. Assim, demonstramos estar convictos do que Jesus disse quanto ao que pedimos ao Pai em Seu nome:
“Se pedires alguma coisa em meu nome, eu o farei”. (Jo 14.14)
En­tretanto, todo crente deve ter em mente que Deus é soberano e age como quer, concedendo ou não o que Lhe pedimos. Ele conhece os seus filhos e sabe o que é melhor para nós (Jo 10.14,1 5).
CONCLUSÃO
A gratidão, a segurança, a firmeza, a sabedoria e a confiança do crente aumentam à medida que este estabelece uma vida de cons­tante oração. Qualquer aspecto ou expressão da vida cristã que não passe pelo altar da oração, requer providência do crente. Tudo na vida do crente deve estar sob o controle e providência de Deus. Cheguemos, então, com confiança ao trono da graça (Hb 4.16).
Fonte: CPAD/2010

A Oração da Igreja e o Trabalho do Espírito Santo








LEITURA BÍBLICA
Atos 1:12-14
Então voltaram para Jerusalém, do monte chamado das Oliveiras, o qual está perto de Jerusalém, à distância do caminho de um sábado.
E, entrando, subiram ao cenáculo, onde habitavam Pedro e Tiago, João e André, Filipe e Tomé, Bartolomeu e Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Simão, o Zelote, e Judas, irmão de Tiago.
Todos estes perseveravam unanimemente em oração e súplicas, com as mulheres, e Maria mãe de Jesus, e com seus irmãos.
Atos 2:4
E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem.
Atos 2:38-41
E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo;
Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos, e a todos os que estão longe, a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar.
E com muitas outras palavras isto testificava, e os exortava, dizendo: Salvai-vos desta geração perversa.
De sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a sua palavra; e naquele dia agregaram-se quase três mil almas,
Atos 4:32
E era um o coração e a alma da multidão dos que criam, e ninguém dizia que coisa alguma do que possuía era sua própria, mas todas as coisas lhes eram comuns
INTRODUÇÃO
A Igreja foi instituída no dia de Pentecostes, e sua for­mação inicial deu-se pelo derramamento do Espírito Santo. A característica principal da Igreja Primitiva era a poderosa atuação do Espírito, resultante da oração perseverante da comunidade cristã em Jerusalém. Após o Pentecostes, a Igreja passou a propagar poderosamen­te o evangelho (At 2.47).
I. O INÍCIO DA IGREJA CRISTÃ
1. Derramamento do Es­pírito.
O Espírito Santo encheu a todos os que se encontravam unânimes orando no cenáculo, em Jerusa­lém, como o Senhor Jesus havia determi­nado (At 1.4,12-14). A obediência ao Senhor é uma das condições para o recebimento do batismo no Espí­rito Santo (At 5.32). Toda igreja, que se propõe a orar em busca do reves­timento do Espírito Santo, será abençoada com a resposta divina da mesma maneira que aquela dos primeiros dias.
2. Preparação para o ser­viço do Reino.
O Senhor enche o crente do seu Santo Espírito, equipando-o para o serviço do Reino de Deus. O Espírito Santo não está subordinado a nenhum capricho humano, pois Ele é Deus e, como tal, é o Senhor da Igreja (At 13.1,2).
Um crente, pelo fato de ser batizado no Espírito Santo não tem permissão para realizar missão alguma na igreja sem a direção do Espírito (1 Co 12.11). O crente maduro espiritualmente tem sua vida pautada na Palavra de Deus e direcionada pelo Es­pírito Santo (1 Jo 3.22). Ele está apto para realizar todo o serviço em prol do Reino.
3. Evidências da ação do Espírito Santo.
Estando os discípulos reunidos após o dia de Pentecostes, veio do céu um vento veemente e impetuoso e encheu toda a casa. Todos foram cheios do Espírito Santo, ouviu-se manifestações sobrenaturais (audíveis e visíveis) nunca antes experimentadas (At 2.1-4).
O batismo no Espírito Santo e as manifestações espirituais são o cumprimento das promessas de Deus proferidas pelo profeta Joel (Jl 2.28). A fé dos discípulos estava alicerçada na promessa divina, que agora se cumpria através de suas orações. Quando o Espírito de Deus age no meio do seu povo com manifestações sobrenaturais, Ele suscita o santo e reverente temor, des­pertando a coragem, a ousadia e maior desempenho no trabalho do Senhor (At 4.31).
II. A DISSEMINAÇÃO DA PALAVRA
1. O Espírito Santo prepa­ra pregadores.
Após a descida do Espírito Santo, Pedro cheio do Espírito colocou-se de pé, levan­tou a sua voz e falou corajosamen­te do genuíno evangelho. Naquele dia agregaram-se quase três mil almas ao Reino dos céus (At 2.41).
Estevão, cheio de conhecimento, fé e poder (At 6.3,5,8), Filipe (At 8.6-8) e outros mais foram pre­parados pelo Santo Espírito. Esse mesmo Espírito continua a capaci­tar homens e mulheres para a obra da evangelização, do ensino e da literatura, a fim de proporcionar a expansão do Reino de Deus.
A igreja deve orar sem cessar para que o Senhor a enriqueça com obreiros aprovados, que manejam bem a Palavra da Verdade (2 Tm 2.15) e sejam irrepreensíveis (1 Tm 3.1-13).
2. O Espírito concede intrepidez.
A autoridade com que os apóstolos expunham a Palavra de Deus e o seu poder de persuasão são virtudes que somente o Espírito Santo pode conceder. Tomemos como exem­plo a história de Pedro, compare seu comportamento antes do dia de Pentecostes e após a sua exce­lente e maravilhosa transforma­ção ocorrida depois daquele dia.
Estevão pregava a Palavra diante dos seus opositores com destemor e muita autoridade divina (At 7.1-60). Tudo isso ocorreu porque a igreja orava com determinação. Da mesma forma, o Espírito San­to quer fazer nestes dias com a igreja que perseverar em oração e jejum diante dEle.
3. Escolhendo e enviando homens para a obra missionária (At 13.1-5).
A descida do Espírito Santo no dia de Pentecos­tes é o acontecimento impulsor da obra missionária da igreja. A missão atingiria em pouco tempo a escala mundial, visto que na­quele dia estavam em Jerusalém pessoas de dezesseis nacionali­dades (At 2.5,9-11). Jesus disse aos discípulos que, capacitados pelo poder do Espírito Santo, seriam suas testemunhas até aos confins da terra (At 1 .8).
III. O ESPÍRITO E O CRESCIMENTO DA IGREJA
1. A igreja cresce (At 2.41,47).
Não é a capacidade do homem que faz a Igreja do Senhor crescer, mas a unção e a autori­dade do Espírito Santo operando através de seus instrumentos humanos. Todo crente, para exer­cer qualquer atividade no Reino de Deus, necessita depender do Espírito Santo mediante a oração (Cl 4.2,3,12). Não são os líderes que tornam a igreja poderosa nas suas ações, mas a oração da igreja com um propósito unânime (At 1.14; 2.46,47).
2. Crescimento x Perse­guição.
Após o revestimento de poder, os discípulos esta­vam prontos para executarem a ordem de Jesus, registrada no Evangelho de Marcos 16.15. Os discípulos, agora destemidos, não mais se escondiam em ca­sas, com portas cerradas. Pelo contrário, com ousadia e intre­pidez anunciavam o evangelho. Foi em meio à perseguição que a igreja teve o seu início, cresceu e continuou crescendo. Em meio a essas adversidades, a igreja continuava orando, como em Atos 12.1-17.
3. A integridade da igre­ja.
Lucas declara que, tendo a igreja orado, todos foram cheios do Espírito Santo (At 4.31). O predomínio do Espírito Santo no crente leva-o a ser generoso e solidário (At 2.44-46; 4.32-35).
Neste ambiente abençoado, pro­pício e promissor surge Ananias e Safira, um casal da igreja que não tinha nenhuma obrigação de vender sua propriedade (At 5.1-4), como fez Barnabé, e nem entregar na igreja todo o valor da venda. Ambos tinham ape­nas o dever de serem unânimes como os demais (At 1.14; 2.46; 4.24; 5.1 2). Por meio do dom de discernimento do Espírito, Pedro percebeu toda a mentira deles e veio um repentino juízo divino sobre o casal. Quando a igreja está orando (At 4.31), Deus ani­quila os problemas que podem enfraquecê-la.
CONCLUSÃO
Quando o crente tem uma vida de oração e se dispõe a ser um intercessor, não somente suas necessidades são supridas, mas também as do Corpo de Cristo são atendidas. A respeito do batismo no Espírito Santo, o servo de Deus deve buscar perseveran­temente em oração, crendo que Deus atenderá as suas súplicas e o revestirá de poder.
Fonte: CPAD 2010

A Oração Sacerdotal de Jesus Cristo






LEITURA BÍBLICA
João 17:1-4; 15-17; 20-22
Jesus falou assim e, levantando seus olhos ao céu, disse: Pai, é chegada a hora; glorifica a teu Filho, para que também o teu Filho te glorifique a ti;
Assim como lhe deste poder sobre toda a carne, para que dê a vida eterna a todos quantos lhe deste.
E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.
Eu glorifiquei-te na terra, tendo consumado a obra que me deste a fazer.
Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal.
Não são do mundo, como eu do mundo não sou.
Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade.
E não rogo somente por estes, mas também por aqueles que pela sua palavra hão de crer em mim;
Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste.
E eu dei-lhes a glória que a mim me deste, para que sejam um, como nós somos um.
INTRODUÇÃO
A oração sacerdotal de Jesus, em João 17, expressa os sentimen­tos, pensamentos e vontades mais íntimas do Mestre em relação aos seus discípulos.
Este estu­do bíblico é re­levante, porquanto não somente revela o que nosso Senhor espera de sua Igreja, mas também evidencia a importância da intercessão de um líder em favor de seus liderados.
I. ORAÇÃO POR UMA VIDA DE COMUNHÃO COM O PAI
1. Relacionamento com Deus (17.2,3).
Nos seus últimos momentos, Jesus demonstra em suas palavras dirigidas ao Pai o seu anseio para que os discípu­los aprofundassem o conheci­mento deles referente a Deus.
Só conseguimos nos relacionar intimamente com alguém a quem conhecemos de modo profundo. Como o profeta Oséias recomen­da:
“Conheçamos e prossigamos em conhecer o Senhor” (6.3).
2. Meditação e prática da Palavra de Deus (Jo 17.6).
As Escrituras revelam o caráter de seu Autor e seus mais profundos anseios para o homem. A melhor maneira de conhecer o Pai e a sua vontade para seus filhos é medi­tar em sua Santa Palavra.
A Lei do Senhor é capaz de ensinar, redar­guir, corrigir, instruir em justiça (2 Tm 3.16), bem como produzir alegria (Jr 15.16), prosperidade (Sl 1.1-3) e vida eterna (Jo 6.63; Hb4.12; Sl 119.50).
3. Uma vida que glorifi­que a Deus (17.4).
O homem foi criado para glorificar a Deus (Is 43.7,21; 1 Co 6.20). Jesus, enquanto esteve na terra, viveu para glorificar a Deus em todos os seus atos (Jo 17.4).
De igual modo, o crente deve viver neste mundo para a glória do Senhor. À medida que nos relacionamos intimamente com o Senhor por meio da oração e da medita­ção em seus manda­mentos, o seu caráter vai sendo moldado em nós e, por conseguinte, externamos uma vida que glorifica ao Senhor. Que a Igreja de Cristo busque arden­temente agradá-Lo e glorificá-Lo em todo tempo (1 Co 10.31).
REFLEXÃO
“Se tivermos toda a Bíblia e nenhuma oração, teremos um grande monte de verdade, mas nenhum poder. Seria como ‘luz sem calor’. Por outro lado, se tivermos toda a oração, porém nenhum ensino bíblico, estaremos em perigo de nos tornarmos fanáticos – calor sem luz!” Warren W. Wiershe
II. ORAÇÃO POR PERSEVERANÇA, ALEGRIA E LIVRAMENTO
1. Perseverança (Jo 17.11,12).
Enquanto Jesus esteve com os discípulos, ensinava-os a verdade e conduzia-os para que não se desviassem desta. Entretanto, sabia que, na sua ausência, a fé desses homens poderia enfraquecer. Por isso, intercede ao Pai para que continuassem crendo nEle e guardando a sua Palavra, a fim de conseguirem perseverar no caminho, na fé, na verdade e na comunhão.
2. Alegria (Jo 17.13).
Je­sus ora para que a alegria dos discípulos permaneça na sua ausência. A alegria do cristão, produzida pelo Espírito Santo, torna-o mais forte e resistente às adversidades. Por essa razão, Paulo recomenda aos tessaloni-censes e filipenses: “Regozijai-vos” (Fp 4.4;1 Ts 5.16).
3. Livramento (Jo 17.15).
Por conhecer o mundo em que viveriam seus discípulos – um mundo que jaz no maligno- Jesus revela uma preocupação muito grande com eles. Sendo assim, roga a Deus, como um bom Pai, que livre seus filhos do mal, ou seja, dos perigos, das tentações e investidas do Diabo.
Podemos descansar na proteção divina, uma vez que estamos refugiados no esconderijo do Altíssimo (Sl 91.1). Contudo, é nosso dever orar e vigiar, “em todo o tempo” (Ef 6. 18), a fim de não entrarmos em tentação (Lc 22.40).
III. ORAÇÃO POR SANTIDADE, UNIDADE E FRUTOS ESPIRITUAIS
1. Santidade (Jo 17.17,19).
Jesus suplicou a Deus que santi­ficasse seus filhos. Ao longo de toda a Bíblia, observamos que o Senhor sempre requereu de seu povo separação total do mundo e do pecado, a fim de adorá-lo e servi-lo. Esse é um processo natural, porquanto, à proporção que nos aproximamos de Deus, afastamo-nos do pecado; e vice-versa. Tal santificação é obtida por meio da verdade, que é ao mesmo tempo Jesus e as Escrituras Sagra­das. Ser santo não é apenas um desejo do Noivo para a sua Noiva, é uma ordem (1 Pe 1. 16).
2. Unidade (Jo 17.21,22).
Em sua oração, Jesus ressalta a unidade existente entre Ele e o Pai. O Pai, o Filho e o Espírito Santo são Pessoas divinas e dis­tintas, mas são um em essência e vivem em perfeita unidade. Cristo anseia que seu Corpo viva de igual modo, unido. Essa virtude é conquistada e conservada por meio de um andar em Espírito (Gl 5.16-26).
3. Frutificação espiritual (Jo 17.18).
Assim como Deus en­viara o seu amado Filho ao mundo, Jesus enviaria seus discípulos, a fim de que produzissem frutos perma­nentes.
Aquele que está em Cristo -a Videira Verdadeira – naturalmente produz frutos da mesma espécie (Jo 15.5). É impossível estar ligado ao Senhor e, por conseguinte, desfru­tar de comunhão íntima com Ele, e não frutificar (15.4).
CONCLUSÃO
A oração intercessória de Je­sus no capítulo 17 de João revela, sobretudo, seu anseio por uma Igreja que desfrute de um relacio­namento profundo com Deus, reflita o seu caráter e busque única e exclusivamente a sua glória.
Fonte: CPAD/2010

A Oração e a Vontade de Deus






LEITURA BÍBLICA
João 14:13-17
E tudo quanto pedirdes em meu nome eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho.
Se pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei.
Se me amais, guardai os meus mandamentos.
E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre;
O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós.
João 15:7
Se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito.
E esta é a confiança que temos nele, que, se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve.
1 João 5:14-15
E, se sabemos que nos ouve em tudo o que pedimos, sabemos que alcançamos as petições que lhe fizemos.
INTRODUÇÃO
Todo crente deseja ter uma vida de oração eficaz, ou seja, de súplicas atendidas pelo Senhor. Contudo, muitos não têm sido eficientes nesse assunto por desconhecerem completamente a vontade de Deus para os ho­mens em geral e para sua própria vida. Neste Estudo, você aprenderá que conhe­cer o Senhor e, por conseguinte, a von­tade dEle para o seu viver, é imprescindível para obter respostas aos seus clamores.
I. A ORAÇÃO E A VONTADE DE DEUS
1. O caráter de Deus.
É fundamental que o su­plicante conheça profundamente a quem Ele dirige suas orações, a fim de que possa ser atendido. A Bíblia nos revela que Deus é amor, misericórdia, longanimida­de, bondade, fidelidade e justiça.
Portanto, o conhecimento de tais atributos divinos é imprescindível para orarmos a Deus com enten­dimento e sermos respondidos em nossas súplicas. Quanto mais conhecermos a Deus, melhor compreenderemos, aceitaremos e identificaremos a sua vontade para nós.
2. A vontade de Deus e as Sagradas Escrituras.
Jesus declarou que as orações de seus discípulos seriam atendidas se eles guardassem e praticassem a sua Palavra (Jo 15.7; 1 Jo 3.22).
A vontade geral de Deus está expressa na Bíblia, portanto, é indispensável que manejemos bem a Palavra da Verdade, a fim de sabermos como orar de acordo com a vontade dEle.
Muitas vezes não é necessário perguntar se algo é da vontade do Senhor, porque as Escrituras explicitam claramente que tal pedido está completamente fora dos propósitos divinos para seus filhos.
Tiago e João tiveram essa experiência, quan­do insensatamente pediram algo a Jesus Cristo em conflito com sua natureza e vontade, e foram repreendidos pelo Se­nhor (Lc 9.54-56).
3. A vontade de Deus para cada in­divíduo.
Outro fator que deve ser considerado ao di­rigirmos nossos pedidos a Deus é a sua soberana vontade para cada um de nós. Para descobri-la, é necessário que o servo de Deus cultive uma vida de íntima comunhão com Deus.
À medida que conhecemos o Senhor, sua vontade vai se tornando mais evidente para nós. Além disso, um crente fiel, que busca agradar ao Senhor através de uma vida santa e dedicada ao seu Reino, naturalmente desfrutará da von­tade de Deus, pois é impossível que alguém possa ser tão íntimo dEle e estar fora da sua vonta­de.
A resposta divina às nossas orações está profundamente re­lacionada à sua vontade para os seus filhos, como veremos nos tópicos a seguir.
II. ORAÇÕES NÃO RESPONDIDAS POR DEUS
1. Orações egoístas (Tg 4.3).
O apóstolo Tiago afirma que pedidos egoístas, que visam interesses próprios, não são respondidos pelo Senhor. Eles estão fora da vontade divina, pois contrariam o desejo dEle de que seus filhos sejam altruístas. Na verdade, tais pedidos refletem uma natureza ainda não rege­nerada, pois o coração daquele que foi transformado por Deus pensa primeiro no próximo.
Após conhecer o Senhor mais profundamente, Jó intercedeu por seus amigos (Jó 42.10). Experimente orar mais pêlos outros do que por si mesmo.
2. Orações por posição social (Mt 20.17-28).
Muitos oram a Deus buscando reconhe­cimento humano, honras, glórias, poder, dinheiro, enfim, coisas que satisfaçam sua natureza humana pecaminosa.
A mãe dos filhos de Zebedeu pediu a Jesus um lugar de destaque para seus filhos, mas o Mestre explicou que não com­petia a Ele outorgar essa posição, mas ao Pai (Mt 20.21,22).
Ela não tinha consciência de que não existe posição melhor do que ser um servo de Deus, que foi trans­portado do reino das trevas para o Reino do Filho do seu amor (Cl 1. 13), e agora vive não mais para si mesmo, mas em e por Cristo (Gl 2.1 9,20). A vontade de Deus é que pensemos e busquemos as coisas celestiais, incorruptíveis (1 Co 9.25).
3. Orações hipócritas (Mt 6.5,6).
Algumas pessoas pensam que podem enganar a Deus com uma aparência de piedade, fingin­do ser espiritual, um “homem” ou “mulher de oração”. Esquecem-se de que Deus é o maior conhece­dor das motivações humanas.
Jesus por diversas vezes repro­vou o comportamento hipócrita e mentiroso. O Senhor ama a verdade e a sinceridade. É melhor ser sincero como um publicano, carente da misericórdia de Deus, do que um fariseu, cheio de justiça própria, pois aquele teve sua oração atendida e este não (Lc 18.9-14).
III. ORAÇÕES ATENDIDAS POR DEUS
Na Bíblia temos muitos exem­plos de orações respondidas, uma vez que estavam em harmonia com a vontade de Deus.
1. A oração do rei Salo­mão (2 Cr 1.7-10).
Há quem faça longas orações, mas inconve­nientes, impróprias, insensatas, irreverentes. Salomão fez uma oração curta, porém, sábia. Ele tinha consigo um “cheque em branco” da parte de Deus (v.7).
No entanto, não teve desejos egoístas, pensou em seu reino e no povo, orando com sabedoria, e Deus lhe respondeu sem demo­ra (vv.11,12).
Por conseguinte, tornou-se o homem mais sábio e rico do mundo de sua época (1 Rs 4.29-34). Você não deseja ter essa sabedoria? Peça a Deus! A Bíblia garante que o Senhor a dá a todos liberalmente, ou seja, a resposta é certa (Tg 1.5).
2. A oração do profeta Elias (1 Rs 18.36-39).
A oração que glorifica e exalta a Deus será respondida. Um exemplo desta oração é a do profeta Elias. Ele lançara um desafio aos falsos pro­fetas de Baal. Aquele que respon­desse enviando fogo do céu para consumir os sacrifícios oferecidos seria o verdadeiro Deus.
O único desejo de Elias era que o nome do Senhor fosse reconhecido e aclamado no meio daquele povo, como fica claro em suas palavras (v.37). Um pedido que busque única e exclusivamente a glória do Senhor e o reconhecimento de seu poderio será prontamente atendido por Ele (Jo 14.13).
3. A oração de Davi (Sl 51.1-17).
Esta súplica por perdão, misericórdia e restauração provém de um coração sincero, arrepen­dido e consciente de seus erros. E tal coração, afirma a Bíblia, não despreza o Senhor (v. 17).
Davi re­conhece a gravidade de seus erros e, principalmente, que havia peca­do contra o seu Deus. Em seguida, arrepende-se profundamente e busca com lágrimas o perdão e a restauração divina.
É importante ressaltar que o relacionamento íntimo que o rei cultivava com o seu Soberano foi decisivo para que ele tomasse essa atitude. Uma vez que Davi conhecia o caráter do Deus a quem servia, tinha certeza de que alcançaria misericórdia de sua parte se o buscasse com um coração sincero.
CONCLUSÃO
O segredo para uma vida de oração eficaz, ou seja, de pedidos realizados conforme a vontade de Deus, é cultivar um relacionamento íntimo e sincero com o Senhor. Você deseja ter suas orações atendidas? Ore de acordo com a vontade de Deus! Você quer saber a vontade de Deus para a sua vida? Então, cultive um profundo relaciona­mento com Ele.
Subsídio Teológico
A vontade de Deus e a von­tade do Homem
“Um dos mistérios com relação à doutrina da vontade de Deus está centrado no ensino bíblico no que diz respeito à soberania de Deus e a responsabilidade do homem. A liberdade do homem condiciona e impõe limites sobre a vontade de Deus? Ou todas as ações dos homens são determinadas no sen­tido de que eles tornam-se meros robôs? Além disso, a solução está além da mente finita, assim como o homem é incapaz de entender a natureza do conhecimento divino e sua compreensão das leis que governam a conduta humana. O homem é incapaz de compreender como uma ação que parece ser livre pode, entretanto, ser a operação da vontade de Deus e assim ser determinada. Nenhum homem pode entender totalmente a vontade e os caminhos de Deus (Jó 9.10). No entanto, o problema de relacionar a liberdade que o homem pensa experimentar com a soberania de Deus, torna-se menos exato se esta liberdade for entendida como a habilidade para fazer o que se de­seja, ao invés do poder de escolha contrária ou arbitrária” (Dicionário Bíblico Wycliffe. Rio de janeiro: CPAD, 2009, p.2026).


O Ministério da Intercessão






LEITURA BÍBLICA
Gênesis 18:23-29;32-33
E chegou-se Abraão, dizendo: Destruirás também o justo com o ímpio?Se porventura houver cinqüenta justos na cidade, destruirás também, e não pouparás o lugar por causa dos cinqüenta justos que estão dentro dela?Longe de ti que faças tal coisa, que mates o justo com o ímpio; que o justo seja como o ímpio, longe de ti. Não faria justiça o Juiz de toda a terra?
Então disse o SENHOR: Se eu em Sodoma achar cinqüenta justos dentro da cidade, pouparei a todo o lugar por amor deles.
E respondeu Abraão dizendo: Eis que agora me atrevi a falar ao Senhor, ainda que sou pó e cinza.
Se porventura de cinqüenta justos faltarem cinco, destruirás por aqueles cinco toda a cidade? E disse: Não a destruirei, se eu achar ali quarenta e cinco.
E continuou ainda a falar-lhe, e disse: Se porventura se acharem ali quarenta? E disse: Não o farei por amor dos quarenta.
Disse mais: Ora, não se ire o Senhor, que ainda só mais esta vez falo: Se porventura se acharem ali dez? E disse: Não a destruirei por amor dos dez.E retirou-se o SENHOR, quando acabou de falar a Abraão; e Abraão tornou-se ao seu lugar.
INTRODUÇÃO
O amor é a característica mais marcante do cristão (Jo 13.35). Esse amor deve ser demonstrado em todo o seu viver, inclusive em suas orações intercessórias.
Inter­cessão quer dizer orar a Deus em favor de outra pessoa. A Palavra ordena aos filhos de Deus a orar por seus irmãos (Ef 6.18,19), pela obra de Deus (Mt 9.38), pelas autoridades constitu­ídas (1 Tm 2.1,2) e até pêlos inimigos (Mt 5.44).
Se você, meu irmão, não é um inter­cessor, está perdendo a bênção de Deus. Por­tanto, entre na esfera da intercessão agora!
I. A ORAÇÃO INTERCESSÓRIA
1. No Antigo Testamen­to.
Entre o povo de Israel havia muitos homens fiéis, amorosos e dedicados, que perseveraram em oração a Deus por seus ir­mãos e pela nação inteira. Samuel (I Sm 7.8,9; 12.19-25), Moisés (Êx 32.11-14, 30-32; Dt 9.13-19), Jeremias (Jr 14.19-22), Esdras (Ed 9. 6-1 5), Daniel (Dn 9.3-19) e tantos outros servem como exemplo.
O próprio Deus menciona nomi­nalmente homens como Samuel e Moisés como intercessores (Jr 15.1). Estes homens santos se afligiam com o pecado do povo, sentiam a necessidade do perdão divino e choravam diante de Deus, suplicando-lhe uma solução.
2. Em o Novo Testamento.
O ministério da inter­cessão perante Deus continuou, sendo o Senhor Jesus o nosso supremo exemplo (Jo 17). Pessoas vinham ao Mestre pedindo por seus parentes, amigos e servos (Mc 5.22-43; 10.13; Jo 4.46-53).
Jesus demonstrou a prática da intercessão muitas vezes orando pelos per­didos (Lc 19.10), por Jerusalém e seus discípulos (Jo 17.6-26). Na igreja, a partir do livro de Atos e das Epístolas há muitos e va­riados exemplos de intercessões em oração, nos quais há grandes lições para a nossa vida cristã.
A igreja é incentivada a orar uns pelos outros (Tg 5.16; Ef 6.18). Ela deve habituar-se a pelas necessidades dos irmãos (At 12.5; 13.3). Na igreja, às ve­zes há grupos que se organizam e se intitulam “Os Intercessores”, mas não perduram.
O verdadeiro intercessor não gosta de aparecer. Ele em si mesmo se compraz em ver, mediante sua intercessão, o nome de Deus ser glorificado pelas bênçãos concedidas.
3. Nos dias atuais.
A Bíblia nos ensina que é dever do crente orar pelos outros (1 Jo 5.16;1 Tm 2.1,8; Ef 6.18;Tg 5.16). Contudo, não é só um dever, mas principal­mente um privilégio e um canal de bênção.
Aquele que persevera em orar pelos ostros, Deus levanta intercessores para orar por ele e, assim, todos são abençoados. A oração intercessória enquadra-se na verdade bíblica:
“Mais bem-aven-turada coisa é dar do que receber” (At 20.35).
Quem ora, se coloca diante de Deus, entra em sua pre­sença e nunca sai deste encontro da mesma forma que entrou. Ser alvo de uma oração é gratificante; orar é glorioso.
A prática de estar com Deus em oração, muda o homem (Gn 32.22-32). As pessoas conse­guem perceber a diferença daquele que cultiva a comunhão com Deus (Êx 34.29-35). Dentre os discípulos de Jesus, três conviveram mais com Ele; e dentre os três, um era-lhe ainda mais chegado.
II. CARACTERÍSTICAS DE UM INTERCESSOR
1. Perseverança.
Abraão foi um homem perseverante. Sua súplica a Deus por Sodoma e Gomorra demonstra sua diligência. Ele intercedeu diante de Deus e nisso perseverou até obter a resposta (Gn 18.22-33).
O inter­cessor não pode se deixar levar pelas dificuldades e aparentes “impossibilidades”. Foi o caso da mulher siro-fenícia perante Jesus. Apesar de ser ignorada e receber inicialmente um “não” do Senhor, como teste da sua fé, ela insistiu em seu pedido, humilhando-se diante dEle, até que foi atendida em sua petição (Mt l 5.22-28).
2. Altruísmo.
Em um autênti­co intercessor não pode haver ego­ísmo, mesmo porque, se alguém é egoísta, não é intercessor. O oposto do egoísmo é o altruísmo.A pessoa esquece de si mesma e cuida do outro por amor.
O caso de Moisés é emblemático. O Senhor falou em acabar com o povo de Israel e iniciar, a partir dele (Moisés), outro povo (Êx 32.7-14). O amor que Moisés tinha por aquelas pessoas, que com tanto zelo e devoção eram conduzidas por ele, dominava o seu ser. Esse amor o levou a rejeitar a proposta e interceder pelo povo que havia desprezado a Deus e ao próprio Moisés (Êx 32.1,4).
Na mesma ocasião, esse servo de Deus pediu para ser riscado do livro di­vino, caso o Senhor não perdoasse aos israelitas (Êx 32.30-32). Um fato semelhante é o de Jó, que em meio a severas provações, grande necessidade e graves problemas de saúde, intercedia diante de Deus por seus “amigos” (Jó 42.10).
O apóstolo Paulo, com profundo amor pelo seu povo e anseio por sua salvação, afirmou que abriria mão de sua própria salvação em favor deles (Rm 9.3). Jesus, crava­do no madeiro, sofrendo grandes dores, intercedeu por seus algozes (Lc 23.33,34), e pelo ladrão arre­pendido crucificado ao seu lado (w.40-43).
3. Empatia.
Empatia é, no campo natural, a capacidade de uma pessoa identificar-se com outra; harmonizar-se, combinar com outra pessoa, sentir o que ela sente, desejar o que ela quer, apreender do modo como ela apre­ende.
Interceder, no campo espiri­tual, é mais do que simplesmente apresentar pedidos em favor de outros diante de Deus. É ter a capacidade de se colocar no lugar daquela pessoa ou pessoas, sentir suas misérias, sua dor, seu estado, sua necessidade e, por conse­guinte, implorar a Deus por sua resposta.
Esdras e Jeremias foram exemplos nesta área. Eles mesmos não haviam pecado contra Deus, cometendo as abominações que o povo cometia em sua época. No entanto, em oração apresentaram o povo a Deus, rogando-lhe o seu perdão e implorando por salvação (Jr 14.18-22; Ed 9.6-1 5).
Neemias, o governador, fez a mesma coisa (Ne 9.33,37). Em Jesus esta carac­terística é notória; Ele sentia a dor das pessoas, o que o levava à com­paixão (Lc 7.11 -13; Mt 9.36; 14.14). Quando viu a dor de Maria ao perder seu irmão, chorou (Jo 11.32-35). O cristão deve sempre ter em si esta virtude (Rm 12.15) ao interceder diante de Deus por outro.
III. A FORÇA DA ORAÇÃO COLETIVA
l. Nínive.
O Senhor havia de­terminado a destruição de Nínive. Seus habitantes, no entanto, deci­diram arrepender-se e humilhar-se diante de Deus, como um só ho­mem, apregoando um jejum que incluía até os animais, clamando a Deus por misericórdia e pela revogação da sentença destrui­dora que fora motivada por eles mesmos. Apesar dos protestos do profeta Jonas, tiveram sua petição atendida, e todo o povo foi salvo da destruição (Jn 3.5-10).
2. Israel.
Quando Ester to­mou conhecimento do terrível e destruidor edito real que decretava a morte de todos os judeus, ela e suas auxiliares decidiram orar e je­juar para que o Senhor preservasse ávida dos Descendentes de Abraão e desse vitória sobre seus inimigos. Mais uma vez, Deus respondeu à oração (Et 4. 15-17; 8.1-17).
3. Igreja Primitiva.
A igreja começou em plena atmosfera de oração (At 2.42). Eles apresenta­vam seus pedidos a Deus de forma unânime. Quando Pedro foi preso, a igreja reuniu-se para interceder a Deus por ele (At 12.1-17).
Aquela reunião de súplica fopi certamente transformada em reunião de louvor e agradecimento a Deus pela oração respondida!
CONCLUSÃO
Orar pelos outros é um dever e uma prova de que o amor de Deus está derramado no coração do intercessor. Buscara Deus com fé é o modo correto de começar. To­dos os cristãos devem desenvolver uma vida de oração e intercessão, buscando ter em si virtudes como altruísmo, perseverança e empatia espiritual. Assim fazendo, além de aprimorar sua vida de comunhão com Deus, o cristão estará cum­prindo o mandato divino de amar ao próximo como a si mesmo.
Subsídio Bibliográfico
Intercessão
“O vocábulo hebraico ‘paga’ ocorre 46 vezes no Antigo Testamento. Sua forma verbal significa ‘encontrar-se’, ‘pôr pressão sobre’ e, finalmente, ‘pleitear’. Já sua forma causativa, com lê (‘para’), significa ‘interceder diante de’. O texto a seguir é um exemplo de seu uso no Antigo Testamento.
‘Pelo que lhe darei a parte de mui­tos, e, com os poderosos, repartirá ele o despojo; porquanto derramou a sua alma na morte e foi contado com os transgressores; mas ele levou sobre si o pecado de muitos e pêlos transgressores intercedeu [fez inter­cessão]‘(Is 53.12).
Em o Novo Testamento, a palavra ‘intercessão’ vem do termo grego entugcnano, que significa ‘apelar a’, ‘pleitear’, ‘fazer intercessão’, ‘orar’. Duas bem familiares e preciosas pas­sagens incluem este vocábulo:
E da mesma maneira também o ‘Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemi­dos inexprimíveis. E aquele que exami­na os corações sabe qual é a intenção do Espírito; e é ele que segundo Deus intercede pêlos santos’ (Rm 8.26,27).
‘Admoesto-te, pois, antes de tudo, que se façam deprecações, orações, intercessões e ações de graças por todos os homens’ (1 Tm 2.1).
[...] A ‘intercessão’ representa ‘o ato de uma ou mais pessoas, hu­manas ou divinas, que fazem inter­cessão a Deus em favor de outrem”‘ (BRANDT, Robert L; BICKET, ZenasJ. Teologia Bíblica da Oração. Rio de Janeiro, CPAD, 4. ed., 2007, p.29).